Publicado em 05 de Julho de 2017

Usinas devem pagar mais pela cana do agricultor nesta safra em Pernambuco

Presumido, a tonelada da cana padrão sobe de R$ 88,88 para R$ 91,50.

Alexandre ao centro com microfone coordena assembleia dos canavieiros nesta segunda-feira

Uma mudança na composição do preço da cana de açúcar fornecida pelos agricultores às usinas pernambucanas, elevando o valor final pago pela matéria prima, foi aprovada pelos canavieiros em assembleia nessa segunda-feira (3), na Associação dos Fornecedores de Cana do Estado (AFCP). O segmento aprovou, por unanimidade, a proposta apresentada pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e Álcool de PE (Sindaçúcar). Nas próximas semanas, a decisão deverá ser chancelada pelo Conselho de Produtores de Cana, Açúcar e Etanol do Estado (Consecana), órgão conjunto que reúne as entidades dos produtores de cana e das unidades industriais.

O acréscimo na composição do preço da cana do agricultor deve ser de 2,95% em comparação à Taxa de Açúcar Recuperável (ATR) mensal. “O incremento está relacionado à inclusão do crédito presumido sobre o etanol hidratado que é concedido pelo governo estadual às usinas, mas as unidades não repassavam aos canavieiros”, fala Alexandre Andrade Lima, atual presidente do Consecana e também da AFCP. A reunião do Consecana ocorrerá no início do próximo mês para finalizar o assunto.

Pela decisão na assembleia, com participação dos associados da AFCP e do Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco, o novo valor da cana passará a vigorar com base no último mês de maio. Assim, com referência do ATR deste período e mais a inclusão do referido crédito presumido, a tonelada da cana padrão sobe de R$ 88,88 para R$ 91,50.

Para Andrade Lima, haverá agora um preço mais justo. Ele explica que quando o governo concedeu aos industriais o crédito presumido do etanol hidratado, há bastante tempo, o gestor imaginava que tal benefício seria estendido também aos mais de 10 mil produtores de cana. Ademais, o presidente do Consecana lembra aos agricultores que todos continuam livres para negociar bonificação extra com as usinas onde fornecem. “Na última safra na usina Coaf/Cruangi, em Timbaúba, o bônus mínimo por tonelada fornecida foi de R$ 9″, realça Lima, que também preside a respectiva cooperativa da usina.

da Assessoria