Publicado em 02 de Dezembro de 2017

Preso no Rio de Janeiro suspeito de participar da explosão dos bancos em Tamandaré,PE

A investida aconteceu pouco tempo depois da ronda que a equipe do Bepi faz diariamente pela região.
 Fonte:G1

Agentes da Polícia Civil de Pernambuco foram ao Rio de Janeiro participar de uma operação com o objetivo de cumprir 11 mandatos de prisões contra o tráfico na comunidade Santa Tereza. Entre os mandatos estavam o de Jonathan Soares e sua esposa Talita Domingues Pinto. Jonathan é suspeito de fazer parte dos cerca de 20 bandidos que explodiram as duas unidades bancárias em Tamandaré, Litoral Sul de Pernambuco, e utilizaram duas lanchas para fugir pelo Rio Araquindá em direção ao Recife.

Antes de investir contra as agências, por volta das 3h30 do dia 3 de maio, a quadrilha cortou três árvores na PE-76, dentro da Reserva Ecológica do Saltinho. O local é o ponto de interseção com a PE-60, principal ligação entre o Grande Recife e o Litoral Sul. Também foram espalhados grampos pela pista, para dificultar a chegada de reforço policial.

Antes de colocar os explosivos nas unidades bancárias, os bandidos metralharam a casa que serve de apoio para os militares do Bepi. “Eles gritavam que se os policiais saíssem, iriam morrer. Diziam que só queriam o dinheiro e iriam embora”, disse o dono de um estabelecimento comercial próximo ao local do crime. O bando cuidou de dar tons reais às bombas falsas, com luzes de caneta laser e fios presos às grades da casa. No final da manhã de ontem, especialistas antibomba da Companhia Indepentente de Operações Especiais (Cioe) verificaram que dentro dos dispositivos havia apenas tilojos e areia. A investida aconteceu pouco tempo depois da ronda que a equipe do Bepi faz diariamente pela região.

“Eu tenho 88 anos, quase 60 deles morando em Tamandaré. Nunca vi nada parecido, era tiro para todo lado. Eu só conseguia rezar na cama”, conta a aposentada Helena Josefa, que mora em frente à sede provisória do Bepi. O gari Givanildo Felipe dos Santos lamentava a destruição das agências do Banco do Brasil e do Bradesco. “Era onde todo mundo aqui resolvia as coisas”.

Após atirar por cerca de 30 minutos, levando pânico aos moradores, os criminosos fugiram em dois veículos: um Toyota Corolla e um Hilux SW4. Seguiram pela PE-76 em direção à Praia dos Carneiros e deixaram os veículos dentro do Rio Araquindá, fugindo em duas lanchas. Durante todo o dia de ontem, as informações eram desencontradas. Algumas davam conta de que o grupo teria deixado as embarcações nas Praias de Toquinho e A-ver-o-mar, mas nenhuma foi confirmada.