Publicado em 03 de Fevereiro de 2018

Vizinho diz que decapitou mulher porque ela queria fazer sexo

Crime aconteceu na madrugada do dia 10 de dezembro, em Barra de Jangada

fonte:JC

Maria Aparecida deixou três filhos e dez netos / Reprodução TV Jornal

Maria Aparecida deixou três filhos e dez netos
Reprodução TV Jornal
Cidades

A Polícia Civil apresentou, nesta sexta, detalhes sobre a conclusão do inquérito que apurou a morte e decapitação da diarista Maria Aparecida dos Santos Fidelis, de 49 anos, na madrugada do dia 10 de dezembro em Barra de Jangada, Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Um vizinho da vítima, Alefy Richardson da Silva, de 22 anos, confessou o crime, alegando que o cometeu porque a mulher tentou manter relações sexuais com ele e lhe deu um tapa no rosto por ele ter se recusado.

O delegado Osias Tibúrcio, titular da Delegacia de Piedade, informou que eles não tinham nenhum relacionamento anterior. Na noite do dia 9, eles estavam bebendo em um bar do bairro e ela teria convidado o rapaz para ir na casa dela. Quando a bebida acabou, ele foi até em casa pegar dinheiro e ao voltar foi surpreendido pelo assédio.

“Na versão dele, neste momento a vítima tentou manter relações sexuais. Ele não quis e a empurrou, ela deu um tapa na face dele, ele pegou uma faca que estava sobre a mesa e a esfaqueou na parte superior do tórax, já proximo ao pescoço. Em seguida fugiu para um ponto de drogas, onde ficou consumindo maconha”, relata. Um traficante, que ele disse se chamar Fernandinho, o teria convencido a voltar à casa da mulher para confirmar a morte.

“Segundo ele, o traficante começou a decapitar o corpo já sem vida da vítima e o própio Alefy continuou e separou a cabeça”, continua o delegado. Depois de chutar três vezes a cabeça o traficante teria pego ela para dar aos cachorros para comerem. “O Alefy teria impedido isso e colocou a cabeça dela sobre o muro. Em seguida, ambos fugiram”.

HOMICÍDIO QUALIFICADO

O delegado reconhece que a versão parece fantasiosa, mas diz que não foi encontrado qualquer indício de que ele tenha forçado relações com ela, nem de estupro, nem de luta corporal. Nada que indicasse um feminicídio - quando a mulher é porta pelo fato de ser mulher. Por isso ele foi indiciado por homicídio qualificado e destruição do cadáver. O fato de a cabeça ter sido colocada em cima do muro, virada para a casa dos familiares da vítima teria sido ao acaso. As investigações continuam, em busca do traficante.

Maria Aparecida deixou três filhos e dez netos. Ela trabalhava durante a semana e usava os fins de semana para lazer e descanso. Alefy foi preso na casa de uma companheira, no bairro de Vila Rica, nesta quinta. Ele não reagiu à prisão.